Em trote de Medicina, calouras ‘juram’ não recusar ‘tentativa de coito’

Calouras ajoelhadas fazendo o juramento

A cena em que calouras de Medicina da Universidade de Franca (Unifran), no interior de São Paulo, aparecem ajoelhadas em frente a um estudante do curso fazendo juramento de que nunca vão recusar “tentativa de coito” de um veterano causou polêmica e provocou reações de entidades estudantis e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O trote com essas afirmações parece ser recorrente na universidade. Após a divulgação do vídeo, uma aluna de Medicina da Unifran postou na sua conta no Facebook que passou por esse mesmo “juramento” durante trote em 2015.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 13ª Subseção de Franca/SP, informa que oficiará as autoridades locais e a universidade sobre o caso que ocorreu na segunda-feira (4/2). O Ministério Público instaurou um inquérito para investigar o episódio.

“Atitudes como essa não constituem somente atos de preconceito, mas um ataque à própria universidade, uma violência à sua tradição e missão, motivo pelo qual os responsáveis pelos atos estão sendo identificados e serão penalizados, conforme previsto no Regimento Geral da UNIFRAN Art. 128, incisos III, VI, VIII e, em especial, o inciso V Penalidades de acordo com os artigos 132 e 133 (que podem ser de uma simples advertência até expulsão)”, destacou o posicionamento.

A Atlética Medicina Franca também divulgou nota condenando qualquer tipo de atitude de cunho discriminatório.

A Atlética Educa Unifran (AAAPS) informa que repudia qualquer prática que viole a integridade física e moral de qualquer aluno, seja ele calouro ou não. Fonte: Times Brasília

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