Bebianno continua mandando no Governo Bolsonaro

Bebianno foi exonerado ainda no mês de fevereiro após várias polêmicas envolvendo suspeitas de corrupção no PSL justo na época em que ele estava como Presidente do Partido.

Depois de toda a crise ocorrida no governo, após apenas 45 dias, parece que tudo está em ordem com relação a “ausência” de Bebianno no Palácio do Planalto. Foi passada a mensagem ao público que ele teria sido defenestrado; ledo engano.

O que se ouve em Brasília, de muitos parlamentares é que teria ocorrido uma injustiça no caso Bebianno, o ex-ministro possui muitos aliados, poderosos! Com toda essa torcida, teria acontecido uma manobra capciosa para que ele mantivesse grande influência no Palácio, para fins de futura retaliação.

Escuta-se que o general Floriano Peixoto teria uma grande dívida de gratidão para com Bebianno, e ele manteria pessoas-chave de Gustavo em postos da Secretaria-Geral, seriam eles: Rebeca Félix da Silva Ribeiro, Rodrigo Rebouças Marcondes e Taíse de Almeida Feijó, os três foram nomeados para cargos relevantes na Secretaria-Geral da Presidência da República, por Gustavo Bebianno, e até o momento gozam de suas regalias.

Vale lembrar que foi amplamente noticiado pela imprensa que o General Floriano havia feito uma “limpeza geral” na Secretaria mencionada, todavia, não passou de um mero show para inglês ver.

Vejamos que o General Floriano Peixoto manteve e, segundo fontes de dentro do Palácio, a mando de Gustavo Bebianno pessoas em cargos estratégicos. Vejamos:

(

Nomeações no Diário Oficial da União)

Talvez até poderia ser citada a senhora Secretaria Especial de Modernização do Estado, Marcia Luiza de Amorim Oliveira, que foi braço direito de Gustavo Bebianno na transição, ocorrida no CCBB, porém é interessante focar diretamente nas três figurinhas acima dispostas.

Rebeca Félix da Silva Ribeiro trabalhou, pela empresa AM4, na campanha de Jair Bolsonaro; o que se ouve é: “ela é uma ótima X9”. Parece que seu trabalho era repassar as informações sobre o que o primeiro “marketeiro” de Jair Bolsonaro (Lucas Salles) fazia, e logo repassar ao sócio-proprietário da AM4, Marcos Aurélio Carvalho, amigo de juventude de Rebeca, tal interesse se dava pelo fato de que Lucas Salles não era “bem-visto” aos interesses gananciosos dos interessantes nas finanças da campanha. Estranhamente ela aparece como testemunha em um documento de defesa jurídica sobre a polêmica de disparos em massa, via Whatsapp, da campanha de Bolsonaro. http://www.internetlab.org.br/wpcontent/uploads/2018/10/defesa-bolsonaro-resposta-esquema.pdf)

Rodrigo Rebouças Marcondes era um dos homens de confiança de Gustavo Bebianno na época de campanha. Junto com o ex-presidente do PSL, ele foi ativo em diversas decisões sobre diretórios, pareceres, e documentos legais para que a campanha pudesse tramitar segundo a vontade do então presidente. Marcondes, além de ser amigo do ex-ministro, atuou com ele em diversas causas, trabalhando como colegas de profissão, dentre elas a de Jair Messias Bolsonaro. (https://www.jusbrasil.com.br/topicos/46075760/processo-n-0017660-7420118190209-dotjrj)

Taíse de Almeida Feijó foi também da AM4, como sua colega Rebeca, e uma de suas funções era justamente viabilizar a campanha através dos meios digitais, redes sociais, digamos assim. Feijó acabou por ficar famosa por que justamente estava no centro da polêmica dos disparos via Whatsapp. Quando foi nomeada, o ex-ministro disse que ela era uma pessoa capacitada e até mesmo fez entrevista para o cargo! Em suma, Taíse é mais uma pessoa que parece ter a total confiança de Bebianno, pois percorreu o caminho desde a campanha até sua nomeação na SGPR, e de forma que gera muita desconfiança, está na administração pública ainda, mesmo com a exoneração de Bebianno. (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/01/funcionaria-que-disparouwhatsapp-para-bolsonaro-ganha-cargo-no-planalto.shtml)

Então, quando foi noticiado que a ordem de Floriano Peixoto era exonerar as pessoas indicadas por Bebianno, e posteriormente foi dito que tinha ocorrido, parece que tal informação foi para causar um ar de tranquilidade na opinião pública, já que as pessoas que estavam junto com o ex-ministro, desde muito antes, ainda estão lá, e pelo que parece, são de “extrema confiança”.

Eles estão logo ali, do lado do Presidente, do Chefe da Casa Civil e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.

Tínhamos Lula no governo, mas agora temos um polvo com seus tentáculos.

“Há-braços” (rs)

Vamos aguardar os próximos capítulos..

Fonte: RDP-Realidade do povo

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