Após vídeo de servidores em sala de repouso, Ibaneis determina exoneração de diretor de hospital do DF

Nas imagens, sargento da PM aborda equipe de plantão em sala privada enquanto pacientes aguardavam atendimento

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, determinou a exoneração do diretor do Hospital Regional de Brazlândia nesta sexta-feira (8). O motivo foi a divulgação de um vídeo em que médicos aparecem assistindo a uma televisão em sala privada de repouso enquanto pacientes aguardavam atendimento do lado de fora.

Durante evento no Palácio do Buriti nesta manhã, Ibaneis disse que o motivo de exoneração é uma questão de confiança. “O servidor público tem obrigação com a comunidade. No momento em que eu nomeio o diretor, ele está lá pra cuidar não só da comunidade, mas também fiscalizar”.

“Diante do que foi visto ele perdeu minha confiança e por isso não pode ocupar um cargo de confiança.”

Segundo a Secretaria de Saúde, um inquérito administrativo também será aberto para apurar os fatos narrados no vídeo.

A gravação foi feita na noite de quarta (6) por um sargento da Polícia Militar que estava no local. Ele entra na sala e pergunta aos três homens reclinados em poltronas estofadas o porquê da demora no atendimento.

“Doutores, bom dia, sargento Flávio Mendes”, ele se apresenta. “Tudo bem com o senhores? Fui abordado pelos pacientes dizendo que não tá tendo atendimento, eu queria saber por quê. Tá atrapalhando o meu trabalho.”

Os servidores se viram, mas não respondem. “Pessoal, tem médico aqui na sala e o atendimento lá tá sendo prejudicado”, o militar continua.

Em seguida, um servidor de jaleco aparece no corredor e diz ao policial que a abordagem era indevida. “Da forma que está sendo feita está errada, sargento. O senhor me desculpe.”

“Não há necessidade de cobrar.”

O policial questiona a afirmação do servidor e pede que ele se identifique. O homem não responde e solicita que o militar o acompanhe no corredor para sair do local. O sargento volta à sala, abre a porta e questiona, mais uma vez, a falta de atendimento.

Um dos servidores que estava sentado se levanta e sair da sala, enquanto isso ouve-se: “Ele não é médico, é dentista”.

Ainda na quarta (6), a Secretaria de Saúde informou que os servidores, de fato, eram dentistas e que, no momento do vídeo, não havia demanda odontológica na unidade. Por isso, os três estavam desocupados na “sala de repouso”.

A pasta disse, ainda, que os pacientes estavam sendo atendidos de acordo com a “classificação de risco”. No entanto, a reportagem da TV Globo esteve no local e a versão de quem aguardava atendimento foi outra, de que não houve qualquer classificação.

Fonte: G1

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